Recém-nascido

Sinus Coccígeo

Publicado em 09 de Julho de 2020 • Por Dr. Pedro Luiz de Brito

Cerca de 3% dos recém-nascidos apresentam um orifício na região sacro-coccígea, a parte final da coluna vertebral. Quase sempre trata-se de um orifício que termina em fundo cego logo abaixo da pele e que não traz nenhum incômodo para o bebê. Como o aparecimento desse sinal está relacionado ao processo de fechamento da coluna, ele pode estar associado a malformações locais, algumas das quais precisarão de tratamento cirúrgico para não comprometer o desenvolvimento da criança.

Quando não é preciso investigar

Quando esse orifício for único, sem outras alterações da pele adjacente, menor que 0,5 cm e a menos de 2,5 cm do ânus, não é necessária qualquer investigação.

Quando investigar e como

Nos demais casos, o ideal é fazer precocemente uma ultrassonografia da coluna lombo-sacra, um procedimento simples, não invasivo, que pode afastar outros problemas. Quando a ultrassonografia estiver alterada ou for duvidosa, indica-se a ressonância nuclear magnética, apesar do inconveniente da anestesia geral. O raio-X de coluna só identifica alterações grosseiras e a tomografia expõe a criança a radiação excessiva, portanto não são exames recomendados rotineiramente. Crianças com qualquer alteração nesses exames precisam ser avaliadas pela neurocirurgia.

Como existem outras patologias que se manifestam como orifícios próximos ao ânus, o acompanhamento com o pediatra é fundamental para um diagnóstico correto, evitando que o bebê tenha qualquer problema no futuro.

Referência

Wilson P, Hayes E, Barber A, Lohr J. Screening for Spinal Dysraphisms in Newborns With Sacral Dimples. Clin Pediatr (Phila). 2016;55(11):1064-70. DOI: 10.1177/0009922816664061

Tags: Sinus Coccígeo Recém-nascido Coluna
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